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Biosensor vestível pode ajudar no desempenho de atletas

2016, ano de Jogos Olímpicos no Brasil e com muitas novidades tecnológicas no que diz respeito ao esporte. Tudo vem para agregar ao desempenho, à segurança e – não menos importante – à saúde do atleta. Vale ser software, biosensor, entre outros.

Foi para isso que foi desenvolvido o Chem-Phys, um dispositivo que mede o eletrocardiograma (ECG), enquanto, ao mesmo tempo se formam os níveis de lactato, acumulados no corpo durante o esforço físico de rastreamento. Ele ajuda a controlar a ação dessa substância no organismo do indivíduo.

O item em questão se dá por dois biomarcadores ligados a um único dispositivo colado ao corpo do atleta para dar um “feedback” sobre como o coração reage à intensa movimentação e como é, de fato, esse desempenho. O resultado conferido por esse aparelhinho pode identificar imperfeições na atividade cardíaca e doenças relacionadas ao coração.

O Chem-Phys foi criado por engenheiros da Universidade da Califórnia em San Diego, que pensaram naqueles que seguem a carreira esportiva. Contudo, é uma tecnologia que pode tanto ajudar a monitorar atletas quando as pessoas de uma forma geral, sobretudo pacientes com doenças cardiovasculares.

 
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É o primeiro dispositivo wearable (que pode ser vestível) e flexível capaz de monitorar os sinais bioquímicos e elétricos no corpo humano. Ele pode ser usado no peito e se comunica sem fio com umsmartphone, relógio inteligente ou laptop.

Em entrevista à revista Nature Communications, o professor Patrick Mercier disse que o intuito era criar algo para acompanhar o atleta do começo ao fim do dia. “Um dos objetivos fundamentais da nossa pesquisa é construir um dispositivo wearable que possa medir simultaneamente todo um conjunto de química, física e sinais eletrofisiológicos continuamente ao longo do dia”, disse ele.

De acordo com a equipe da UC San Diego, um dos maiores desafios foi calibrar os sensores de modo que seus sinais individuais não interferissem uns com os outros. A maioria dos wearables medem apenas um sinal, tal como a frequência cardíaca e sinais medida para produtos químicos.

 

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(A) Representação esquemática que mostra o processo de serigrafia. (B) Imagem da matriz impressora de Chem-Phys. (C) Um conjunto de impressos flexíveis Chem-Phys. (D) A imagem de um patch Chem-Phys juntamente com a eletrônica sem fio. (E) esquemático mostrando o biossensor baseado no lactato, juntamente com as reações enzimáticas e de detecção. (F) Diagrama de blocos do circuito de leitura sem fio.

Os pesquisadores o desenvolveram por serigrafia, fazendo um patch (‘remendo’ em sua tradução literal) em uma folha de poliéster fina e flexível. Um sensor de lactato foi impressa no centro, com um eletrodo de ECG de cada lado. Após várias interações, verificou-se que uma distância de 4 centímetros entre os dois eletrodos de ECG foi ótima.

Ainda não se sabe qual a expectativa para o biosensor ser utilizado por hospitais e clínicas em escala mundial, vamos esperar boas notícias. Afinal, novas tecnologias aliadas à saúde e ao bem estar nunca são demais, não é mesmo?

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