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CRISE LOGÍSTICA PRESSIONA PREÇOS E GERA RISCOS DE DESABASTECIMENTO

A pandemia desencadeou uma série de problemas nas cadeias mundiais de abastecimento. Suspensão da produção em fábricas, redução de mão de obra disponível por causa da doença, quarentenas e interrupção do funcionamento de terminais marítimos, frente a um forte aumento da demanda global, têm contribuído para escassez de produtos e aumento da inflação em diversos países.

Nos últimos meses, o transporte marítimo virou o grande foco de tensão, pois a Covid-19 exacerbou gargalos de logística que afetam fornecedores e mercados aos redor do mundo.  Em meados de agosto, cerca de 350 embarcações porta-contêineres estavam paradas em portos ao redor do globo aguardando embarque ou desembarque.

A Ásia, EUA e Europa são os mais afetados.  Do lado da oferta, o congestionamento está na Ásia, especialmente na China por conta das fortes restrições lá impostas. Já do lado da demanda, o problema se concentra nos Estados Unidos e Europa. 

O Brasil sofre os efeitos na forma de demora nas entregas, cancelamentos e aumento do preço do frete.

A indústria e o varejo não esperam falta generalizada de mercadorias, com exceção da indústria automobilística. Várias montadoras instaladas no País anunciaram recentemente suspensão da produção por falta de semicondutores (chips) e outros componentes.

A indústria não espera uma recuperação rápida da logística internacional. A avaliação é que algum grau de normalidade pode ser atingido até o final deste ano ou início do próximo, mas há muitas incertezas no horizonte, principalmente o receio de um recrudescimento da pandemia.

Problemas estruturais com certeza não serão resolvidos em curto prazo, pois exigem iniciativas que tomam tempo, como ampliação de portos, aumento da disponibilidade de contêineres e navios, e avanço da capacidade de fábricas.

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